Redução da jornada e taxação das grandes fortunas: por que essa luta também é sua?

Texto escrito pelo Diretor Guilherme Amorim.

Vivemos tempos de grandes e profundas transformações. Entre elas, estão as disputas de narrativas na sociedade e uma intensa busca pela verdade. Nessa verdadeira guerra, nós, trabalhadores da educação, acabamos sufocados pelas tarefas do dia a dia, entre debates e temas que vêm e vão de acordo com a temperatura das redes sociais.

Entre esses temas estão: o fim da escala 6×1 e a taxação das grandes fortunas.

Você deve estar se perguntando: “O que eu tenho a ver com isso?”
Muita coisa. Primeiro, porque queira ou não, você faz parte da classe trabalhadora, e toda e qualquer defesa pela ampliação dos direitos trabalhistas faz parte do seu interesse.

Há mais de 100 anos, a jornada de trabalho oficial no país é de 44 horas semanais, resultado de um contexto histórico marcado pelo início da industrialização e pela inversão da tendência rural para a urbana. Essa conquista foi fruto de grandes lutas e mobilizações que culminaram na garantia em lei.

Passado mais de um século, esse debate retorna com força e precisamos nos apropriar dele por algumas razões básicas. A redução da jornada de trabalho significa mais tempo para o trabalhador ficar com sua família, descansar, estudar, enfim, dedicar seu tempo para si e não para enriquecer terceiros.

A sociedade moderna nos impôs condições mais dinâmicas de trabalho que, na prática, não condizem com as “simples 44 horas semanais”. Os grandes centros urbanos nos desafiam com deslocamentos que chegam a 3 ou 4 horas diárias. Ou seja, pelo menos 10 a 12 horas do seu dia acabam “dedicadas” ao trabalho.

Outro aspecto importante diz respeito à taxação das grandes fortunas. Que nosso país é desigual, ninguém duvida. Porém, poucos conseguem dimensionar ou quantificar esses dados. Sob o aspecto econômico, 1% da população ganha mais que 40% dos brasileiros, e 60% de toda a riqueza está concentrada em apenas 1% da população – dados da Oxfam. Só para se ter uma ideia: aqui no Distrito Federal, a região do Lago Sul possui renda média de R$ 23.241, enquanto a região da Estrutural possui renda de aproximadamente R$ 695 – dados da FGV (2021). Percebe a discrepância? E, no fim das contas, o peso dos impostos recai de forma desigual sobre os trabalhadores.

Diante desse cenário, as Centrais Sindicais, partidos políticos e movimentos sociais lançaram a campanha do Plebiscito Popular, para consultar a população com duas perguntas:

Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1?

Quem ganha mais de 50 mil reais deve pagar mais impostos, para que quem recebe menos não pague imposto de renda?

Por isso, nosso sindicato reafirma o compromisso com essas pautas tão importantes para a sociedade brasileira.
Convidamos você a se somar a esta luta. Acesse o link e saiba mais:

👉 https://plebiscitopopular.org.br/